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Os benefícios da música durante a gravidez e o desenvolvimento da criança

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Você sabia que o homem é um ser totalmente musical? Ao nascer (ou até mesmo antes) ele entra em contato com o universo sonoro que o cerca. Sua relação com a música acontece de várias maneiras como, por exemplo, por intermédio dos pais e/ou brinquedos e aparelhos sonoros, sons da natureza, entre outros sons produzidos dentro do seu cotidiano. Sendo assim a música torna-se parte da constituição interna do ser humano.

Benefícios da música durante a gravidez
A partir da quarta semana de gestação os ouvidos começam a se desenvolver e o cérebro começa a ser estimulado de várias formas: através do batimento cardíaco da mãe, que estimula a percepção de ritmo, das vozes dos pais e outros ruídos que o bebê ouve e, com o tempo, começa a aprender a distinguir cada um deles. Assim, os bebês que ouvem música ainda na barriga de suas mães desenvolvem seu raciocínio com mais facilidade, já que todos esses sons, incluindo as vozes e melodias, estimulam sua concentração. Além disso, a música é um vínculo emocional que também serve para acalmar a criança em um momento de agitação.

Benefícios da música durante o desenvolvimento da criança
Com o presente contato com a música a criança começa a se expressar de outra maneira e é capaz de inserir-se,de forma ativa, dentro na sociedade, já que a musicalização ajuda na autonomiade suas atividades habituais, assumir o cuidado de si mesma e do meio, além de ampliar seu mundo de relações.

Durante o processo de crescimento o contato com a música encanta as crianças, pois oferece a elas segurança emocional, confiança, compreensão ao compartilhar canções, colaboração e respeito mútuo. Além dos benefícios sociais a música também auxilia no desenvolvimento motor, através dos movimentos e da dança, na oralidade e no raciocínio lógico. Até mesmo durante a alfabetização a criança pode ser estimulada com a música, pois as canções infantis, nas que as sílabas são rimadas e repetitivas, acompanhadas de gestos fazem com queela amplie seu vocabulário e entenda melhor o significado de cada palavra.
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Alguns tipos de atividade para o desenvolvimento da audição e da Inteligência Musical:

  • Sons com as partes do corpo: bater palmas, fazer sons com a boca, entre outros;
  • Sons da natureza: deixar a criança ter contato com ambientes naturais para ouvir os sons dos pássaros, das árvores, etc;
  • Utilização de instrumentos musicais: Chocalhos, xilofones, flauta, violão, entre outros;
  • Música clássica: audição dos instrumentos, notas, ritmo e melodia;
  • Cantigas e músicas infantis: obtenção de vocabulário, movimento através dos gestos, etc.

A música é fonte de expressão e cultura, além de desenvolvimento cognitivo, assim é essencial o contato das crianças desde a mais tenra idade.

Fonte: www.dafertilidadeamaternidade.com.br

9 ideias criativas para chá de fraldas

Pequenas coisas que são feitas com criatividade e amor fazem grande diferença no resultado de um evento como o chá de bebê. Se quiser uma decoração simples e com baixo orçamento, pode priorizar destacar alguns itens, que já serão mais do que suficientes. Veja como incrementar seu chá.

 

1 – Guirlanda

Uma guirlanda em si não é nenhuma novidade em um chá de fraldas. O interessante aqui é a composição dessa guirlanda inusitada, feita com artigos de bebês, como shampoo, talco, pelúcias, entre outros objetos do mundo infantil.

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2 – Assinatura na Roupinha

Uma ideia que será transformada em uma recordação do seu filho será uma peça de roupa dele com a assinatura dos convidados do chá.

Depois de terminado o chá e da arrumação do quarto de bebê, a roupinha pode ser colocada em uma moldura bonita e pendurada na parede do cantinho dele._0000_9

 

3 – Chocalho de Cupcake

Isso mesmo. Quer algo mais diferente do que um chocalho de cupcake? Seu chá de fraldas será um sucesso!

Como fazer? É só ter em mãos os cupcakes prontos e decorados e prender um palito de plástico com argola, simulando o cabo do chocalho. Para arrematar o mimo, coloque um laço de fita. Super infantil e divertida essa ideia.

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4 – Talheres Personalizados

Gravata se for menino; saia se for menina. É dessa forma que os talheres colocados sobre a mesa dos convidados serão uma decoração a mais para o evento.

Ficou gracioso este cor-de-rosa, não é mesmo? E foi feito com forminha de doces! Mais fácil, impossível._0002_7

 

5 – Biscoitos em Formato de Botão

Que encanto a ideia de fazer biscoitos em formato de botões coloridos! Brinque com as cores escolhidas para o seu chá de fraldas.

E como fazer os buraquinhos? Palito de dentes! Muito práticos e será divertido fazer e decorar cada biscoitinho.

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6 – Bebê na Melancia

Uma decoração única. Sabe aqueles desenhos esculpidos em frutas? Nada mais natural do que pensar em esculpir o rosto de um bebê numa melancia. Ok, foi bastante criativo.

E não é que fica linda? Pronto, está aí uma forma de decorar a mesa com frutas de um jeito original e divertido.

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7 – Bolo de Fraldas

Um charme esta ideia de fazer do bolo de fraldas um carrinho de bebê com um macaquinho de pelúcia dentro. Ficou fofo demais! E o capricho dos detalhes? Isso é coisa de quem planeja tudo com amor. Vamos tentar copiar?

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8 – Ultrassonografia

Coloque a ultrassonografia do seu filho em um local de destaque na decoração do chá de fraldas. Essa “fotinho” do seu bebê demonstra a grande conquista que vocês irão celebrar no evento.

Ele é o anfitrião, então nada mais justo do que a imagem ser utilizada durante a comemoração.

Gostamos bastante da ideia de colocar a ultra na silhueta da mulher, dentro da barriga. Ficou criativo e lindo.

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9 – Brincadeira

Quem encontrar o pezinho de bebê debaixo do prato ganha um brinde do chá de fraldas. A brincadeira vai animar os seus convidados para a competição. O presentinho pode ser doces, uma bebida ou outro mimo interessante. O legal é personalizar com o nome do seu filho e o tema do chá.

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Fonte: www.soumae.org

Conheça a diferença entre a primeira e segunda gestação

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Na primeira gravidez, tudo é sempre uma surpresa, os acontecimentos são novos na vida da mulher. Mas, durante a espera pelo segundo filho, ela está mais familiarizada com as transformações que irá enfrentar, o que ajuda a lidar melhor com esse período. “Por isso, a gestação acaba sendo mais tranquila”, explica a obstetra Karina Zulli, do Hospital São Luiz

Com um intervalo de até 3 ou 4 anos, a mulher ainda consegue se lembrar da sua primeira gravidez, mas depois de 5 anos, é como se fosse sua estreia no universo do barrigão. “Mas isso não significa que você não terá surpresas nem notar diferenças entre as duas gestações. Compare, a seguir.

Movimento antecipado
Quando espera o primeiro filho, a mulher costuma sentir o bebê se mexer entre a 20ª e a 24ª semana gestacional, enquanto na segunda gravidez, ela percebe o movimento com até 3 semanas de antecipação, em torno da 17ª. “Não raro, as mães de primeira viagem interpretam o movimento como gases e tem dificuldade de identificá-lo”, justifica Karina.

Dores no corpo
Dores e cansaço costumam ser mais frequentes na segunda gravidez. Com o primeiro filho em fase de desenvolvimento, a mulher não só tem de se acostumar com as transformações típicas do período como precisa dar conta de todas as tarefas que envolvem os cuidados com uma criança pequena. “A dinâmica muda quando você já tem um filho em casa. E, muitas vezes, os desconfortos emocionais acabam se transformando em dores físicas na mulher”, conclui Karina.

Contrações de Braxton Hicks
Também conhecidas como contrações falsas, acontecem com certa frequência quando o momento do parto se aproxima. Muitas vezes, as mulheres inexperientes têm a impressão errada de que entraram em trabalho de parto antecipadamente. A diferença é que as contrações falsas acontecem em intervalos irregulares, e param se a mulher adotar uma posição mais confortável. Quem já teve um filho antes é capaz distinguir melhor a diferença entre as contrações falsas e as verdadeiras, que ocorrem na hora H.

Parto mais rápido
As mulheres que têm parto normal geralmente sofrem menos na segunda gravidez, quando chega a hora. Um dos motivos está ligado a ansiedade. “Assim que as mães de primeira viagem sentem as primeiras contrações, elas correm para hospital”, conta Karina. “Já na segunda vez, elas conseguem perceber melhor o intervalo entre as contrações”.Além disso, o processo do parto tende a ser mais curto.

Outra fonte: Edilson da Costa Ogeda, obstetra e ginecologista do Hospital Samaritano (SP)

Matéria publicada na Revista Crescer por Nathalia Bianco Louro – atualizada em 24/02/2016

Calma, o último mês da gestação tem fim

Contando os minutos

O oitavo mês parece durar uma gestação inteira! Essa é a sensação que dá. A frase comum entre grávidas nas esperas dos consultórios de obstetras refere-se à sensação de que é interminável o período da gravidez que se inicia a partir da 32ª semana.

Dani Ejzenberg, pai de Davi e Michel, médico ginecologista obstetra do HI Saúde da Mulher, mestre e doutor pela USP (Universidade de São Paulo), diz que a maioria das pacientes que ele atende se queixa sobre a ansiedade na reta final da gestação, principalmente entre mulheres que esperam o primeiro filho.

O especialista explica que a mulher tem dois principais momentos de ansiedade durante a gravidez. O primeiro ocorre quando o teste dá positivo. Nessa fase, é comum surgir uma preocupação em torno de como será a gestação: como o corpo irá mudar, se vai ocorrer tudo bem nos nove meses e se o bebê nascerá saudável.

Conforme o pré-natal mostra que está tudo bem com o bebê, ela fica mais tranquila. Quando chega próximo do parto, no entanto, é comum haver uma ansiedade maior. Essa etapa já mescla a expectativa sobre como será o trabalho de parto e a dúvida se ela vai conseguir cuidar do bebê.

“Há uma autoexigência da mulher, que já começa a idealizar se vai conseguir ser uma mãe perfeita. Não existe um jeito de ser uma mãe perfeita, mas muitos jeitos de ser uma boa mãe”, afirma Dani Ejzenberg.

Karina Mezzavilla, filha de Antônio Luiz e Magda, está à espera de Felipe, seu primeiro filho. Ela conta que estava tranquila até agora, mas com a chegada ao oitavo mês está mais apreensiva com a hora do parto. “Eu já fico pensando: eu vou conseguir fazer tanta força no parto normal? Quando vai estourar a bolsa? Eu vou ter que sair correndo para o hospital? O bebê vai nascer bem?”, relata. É muita dúvida!

Após os minutos de questionamentos, Karina diz a si mesma que tudo vai ocorrer bem e consegue se acalmar rapidamente. A ansiedade é passageira.

Erica Mantelli, mãe de Giulia, ginecologista e obstetra pós–graduada em Sexologia pela USP, diz que mesmo mulheres mais calmas podem ficar impacientes nesse período. “Se for exacerbada, essa ansiedade pode ter um impacto negativo sobre o bebê. A ansiedade gera estresse, que altera o hormônio do organismo materno, principalmente o cortisol. Além do parto prematuro, pode ocorrer aumento da pressão arterial. Existem estudos que mostram que gestantes mais tranquilas têm bebês mais calmos”, comenta a médica.

É Preocupação?

Ficar ansiosa nesse momento é natural, mas existe um limite que divide essa inquietação de um transtorno. A grávida pode não perceber que há algo fora do normal, mas os familiares conseguem identificar uma preocupação excessiva da gestante. O obstetra consegue analisar a gravidade da ansiedade por meio de como está a qualidade de vida da mulher. Se ela está conseguindo dormir, como está o seu ganho de peso, se ela tem alterações de comportamento com o marido e a família (se está mais explosiva ou chorosa, por exemplo) e se tem muitos medos.

A ansiedade, distúrbio psicopatológico, pode estar presente antes da gravidez ou se desenvolver durante o pré-natal. O obstetra consegue diagnosticar se é um transtorno e propor tratamentos que podem envolver terapia, técnicas de relaxamento e medicamentos.

Mas atenção: a ansiedade na gestação também é um fator de risco para depressão pós-parto. Por isso, é necessário diferenciar se é uma preocupação habitual ou se é uma doença. A gente sabe que é normal para uma gestante essa “agonia”, dúvidas e preocupações, mas é preciso parar, respirar e repetir, não importa quantas vezes: CALMA, TUDO VAI DAR CERTO!

Como amenizar a ansiedade do oitavo mês:

– Aproveite para fazer passeios, como ir ao teatro, cinema e a jantares;

– Se for dormir de barriga para cima, deite com o dorso elevado cerca de 45° para melhorar a respiração;

– Deite com o lado esquerdo do corpo encostado no colchão para um melhor retorno de sangue ao coração e, por isso, melhor circulação para o útero;

– Faça caminhadas leves por 45 minutos;

– Massagens relaxantes, Musicoterapia, Pilates e yoga também ajudam

 

Fonte: www.paisefilhos.com.br

Vitaminas fundamentais para a gravidez

FrutasManter uma alimentação saudável durante a gestação é fundamental para garantir que o bebê se desenvolva de maneira saudável enquanto ainda está dentro da sua barriga. A formação inicial de sua estrutura física e cerebral fará diferença no seu desenvolvimento a longo prazo.

Pesquisas realizadas por cientistas europeus, em um grande projeto batizado de Nutrimenthe, que estão sendo concluídas este ano, confirmam a importância de certos nutrientes para a saúde da criança. Eles acompanharam centenas de famílias na Europa para observar o desenvolvimento de seus filhos desde antes do nascimento até os 9 anos.

Os estudos concluíram que o ácido fólico (vitamina B9), recomendado pelos obstetras no primeiro trimestre de gravidez, pode reduzir a chance de problemas comportamentais na infância.

Para chegar a esse resultado, os cientistas do Centro Médico Erasmus, em Roterdã, na Holanda, observaram 4 mil crianças de 18 meses. Eles perceberam que aquelas crianças cujas mães não tomaram ácido fólico durante a gestação tiveram mais chances de desenvolver um comportamento retraído, agressivo, depressivo ou ainda ter problemas de atenção.

Outra pesquisa publicada na revista da Associação Médica Americana (JAMA) diz que o consumo diário de ácido fólico pela mulher, antes de engravidar e nas primeiras semanas de gestação, reduz em até 40% o risco de a criança apresentar autismo.

Para a cientista Cristina Campoy, uma das coordenadoras do projeto, “é importante tentar manter uma boa alimentação durante a gravidez e na primeira infância, pois a nutrição adequada pode ter um efeito positivo na performance mental, anos mais tarde”.

É possível garantir a maior parte dos nutrientes por meio de uma alimentação balanceada. Segundo o obstetra Rubens Paulo Gonçalves Filho, do Hospital Israelita Albert Einstein (SP), o único suplemento vitamínico que o médico seguramente vai receitar para quem acabou de descobrir a gravidez ou está planejando engravidar é justamente o ácido fólico devido a sua importância para a formação neural dos bebês. “Há evidências científicas de que essa vitamina precisa ser reposta, mesmo que a mulher se alimente de maneira adequada. Ela deve ser ingerida preferencialmente três meses antes de engravidar e até a 13ª semana de gestação”, explica o médico.

Rubens afirma que pesquisas recentes reforçaram a importância do consumo do óleo de peixe, rico em ômega 3, para a inteligência da criança e da manutenção de níveis adequados de vitamina D no organismo, o que diminuiria a probabilidade de o bebê nascer com baixo peso. A suplementação desses dois nutrientes, no entanto, não é consenso entre os obstetras. Em alguns casos, as gestantes são orientadas a tomar suplemento de ferro, para evitar anemia no pós-parto.

O mais importante é ter um obstetra de confiança e fazer as consultas de pré-natal. Também é papel do médico orientar a gestante sobre a dieta adequada, identificar possíveis carências nutricionais e eventualmente indicar suplementos ou encaminhá-la para um nutricionista. A grávida não deve tomar suplementos vitamínicos sem o aval do médico. Para saber mais sobre as vitaminas e onde encontrá-las, confira a lista abaixo:

VITAMINA A
Participa do desenvolvimento das células, coração, aparelho circulatório e digestivo do bebê.
Onde encontrar: Óleos de peixe, gema de ovo, frutas vermelhas e amarelas, vegetais amarelos, vermelhos e verde escuros.

COMPLEXO B
Essa família inclui as vitaminas B1, B2, B3, B6, B12 e o ácido fólico. Elas contribuem para a formação de células novas. A vitamina B6 ajuda no desenvolvimento do sistema nervoso do bebê e a B12 é importante para a produção de células vermelhas no sangue.
Onde encontrar: Vegetais, grãos integrais, carne, peixe e leite.

VITAMINA C
Essa vitamina ajuda a produzir tecidos novos, portanto é fundamental para o desenvolvimento do bebê. Além disso, ela ajuda o organismo a absorver o ferro dos alimentos.
Onde encontrar: Frutas cítricas, papaia, vegetais verdes e batatas

VITAMINA D
É fundamental para a absorção do cálcio e para o desenvolvimento dos ossos e dentes do bebê.
Onde encontrar: Peixes de carne gordurosa, como salmão, ovos, margarina e manteiga. Mas lembre-se: tomar banho de sol nos braços e pernas por 15 minutos sem protetor é fundamental para sintetizar essa vitamina.

VITAMINA E
É antioxidante que ajuda a defender as células.
Onde encontrar: Germe de trigo, gema de ovo, sementes, margarinas, nozes e vegetais verdes.

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/

Como não exagerar na alimentação durante a gravidez?

“Agora estou comendo por dois!”. Quem nunca ouviu essa frase ou ainda usou como desculpa para abusar das guloseimas durante a gravidez? A gestação é uma fase deliciosa, acompanhada de alimentos igualmente deliciosos, mas o cuidado com a alimentação e a saúde não pode ser esquecido. De acordo com a nutricionista Madalena Vallinoti, “a gestação é um período em que a recomendação é primar pela QUALIDADE DA ALIMENTAÇÃO, pois comer por dois como se propaga não quer dizer qualidade para a gestante e para o feto.”

Independente de quantos filhos irão nascer, ela ainda revela que o ideal é MANTER AS REFEIÇÕES A CADA TRÊS HORAS. “Em alguns casos observa-se um maior apetite. Obviamente que se a mulher permanecer muitas horas sem se alimentar, a fome e a vontade de comer serão maiores, podendo comprometer a saudabilidade da refeição e o controle da quantidade”, alerta Madalena.

COMENDO POR QUANTOS?

Para a alegria de algumas e o pesar de muitas, Madalena conta que A HISTÓRIA DE “COMER POR DOIS” É UM MITO. O ideal, segundo a nutricionista, é manter uma alimentação balanceada como sempre. “A gestante deve ter o hábito de uma alimentação com um consumo variado de alimentos a fim de oferecer à gestante e ao feto os nutrientes necessários para seu bem estar, controle de peso adequado, bom desenvolvimento do feto”, explica.

Mas, cuidado! Comer por um não quer dizer que precisa fazer dieta durante a gravidez. “Gestantes que têm medo de engordar podem inclusive fazer dietas restritivas durante este período, o que é contraindicado, pois PODEM COMPROMETER O DESENVOLVIMENTO DO FETO. A menos que haja a necessidade e indicação com acompanhamento de profissional nutricionista e ou médico, é melhor não fazer”, orienta a nutricionista.

O CARDÁPIO DOS SONHOS

Não é para comer por dois ou por quantos for, muito menos fazer dietas restritivas. Qual o melhor jeito, então? “A gestante deve ALIMENTAR-SE DE FORMA VARIADA, consumir frutas, verduras, legumes, carnes magras, leite e derivados semidesnatados, azeite de oliva extravirgem, leguminosas (feijão, lentilha, etc) e pães, arroz, macarrão, torradas e biscoitos, enfim, carboidratos integrais para auxiliar no funcionamento intestinal”.

Segundo a nutricionista, outro nutriente importante é o FERRO. “A OMS recomenda que todas as gestantes, independente da presença de deficiências dietéticas ou bioquímicas, devem receber dose profilática de ferro elementar na quantidade de 30 a 40 mg durante todo o terceiro trimestre. Por isso geralmente os obstetras optam por indicar um suplemento vitamínico mineral a partir do segundo trimestre de gestação”. Para conseguir o nutriente pela alimentação, deve procurar as carnes vermelhas, fígado, ovos, e leguminosas, como feijão, lentilha e os vegetais verde escuros como espinafre, agrião e brócolis.

Quanto à hidratação, ela continua a mesma. De acordo com a nutricionista, OITO COPOS DE ÁGUA POR DIA. Além disso, assim como para pessoas de todas as idades, gestantes ou não, a regra do arco-íris também permanece: “quanto mais colorida a refeição maior a oferta de nutrientes”, revela Madalena Vallinoti.

SUA SAÚDE

Madalena Vallinoti conta que, a menos que a gestante apresente alguma patologia, sua alimentação é livre e sem grandes restrições. “Com exceção do consumo de peixes crus, pela presença de metais pesados (como mercúrio), no máximo duas vezes por semana, porém ainda encontra-se controvérsia quanto a esta conduta”, alerta a nutricionista.

Isso não quer dizer, entretanto, que o ganho de peso não deva ser controlado. “Ele pode acarretar, principalmente nos últimos dois meses, em que a sobrecarga cardíaca e pulmonar são maiores, no desenvolvimento de EDEMA E HIPERTENSÃO, aspectos característicos da PRÉ-ECLÂMPSIA (doença em que a mulher desenvolve hipertensão)”, revela.

Possíveis complicações durante a gravidez!

Matéria escrita por Dra. Sheila Sedicias (Ginecologista)

As complicações da gravidez podem afetar qualquer mulher, mas as mais propensas são as que têm algum problema de saúde ou que não seguem corretamente o pré-natal. Algumas das possíveis complicações que podem surgir na gravidez são:

Ameaça de parto prematuro: Pode ocorrer quando a mulher passa por situações estressantes ou faz muito esforço físico, por exemplo. Seus sintomas incluem: Contrações antes das 37 semanas de gestação e corrimento gelatinoso que pode ou não conter vestígios de sangue (tampão mucoso).

Anemia ferropriva na gravidez: Pode ocorrer se a mulher consumir poucos alimentos ricos em ferro ou sofrer com a má absorção de ferro no intestino, por exemplo. Seus sintomas incluem: Cansaço fácil, dor de cabeça e fraqueza.

Diabetes gestacional: Pode ocorrer devido ao consumo excessivo de açúcar ou fontes de carboidratos. Seus sintomas incluem: Visão turva ou borrada e muita sede.

Eclampsia: Pode ocorrer devido ao aumento excessivo da pressão sanguínea causado pela má alimentação e falta de exercícios físicos. Seus sintomas incluem: Pressão arterial acima de 140/90 mmHg, face ou as mãos inchadas e presença de uma concentração anormalmente elevada de proteínas na urina.

Placenta prévia: É quando a placenta recobre parcial ou totalmente a abertura do colo do útero, impossibilitando o trabalho de parto normal. É mais comum em mulheres que possuem miomas. Seus sintomas incluem: um sangramento vaginal indolor que pode ser de cor vermelho vivo e inicia no final da gestação que pode ser leve ou intenso.

Toxoplasmose: Infecção causada por um parasita chamado Toxoplasma gondii, pode ser transmitida por animais domésticos como cães e gatos, e alimentos contaminados. A doença não gera sintomas e é identificada num exame de sangue. Apesar de ser potencialmente grave para o bebê, ela pode ser facilmente evitada com medidas simples de higiene alimentar.

Pode-se evitar estas e outras complicações realizando exames antes de iniciarem as tentativas para engravidar e realizar o pré-natal corretamente. Assim a gravidez acontece normalmente, com muito menos risco de complicações, trazendo alegria e paz para toda a família.