8/jul

O primeiro mês do bebê de A a Z

em Sonho Mágico

Primeiro Mês

Aqui fica um pequeno guia de A a Z sobre (quase) tudo o que precisa de saber, em termos de teoria. É claro que a passagem à prática nem sempre é fácil, mas dê tempo ao tempo e tudo vai correr bem…

A

AFECTO – Todo! Muito. Imenso. Que vai de braço dado, complementado e «clonado» com as regras, a disciplina, a auto-estima, os aspectos lúdicos e divertidos da vida, e o prazer das relações interpessoais entre pais e filhos. Não tenham medo de dar afecto e mimo. Não tenham medo de mexer, tocar e brincar com o vosso filho. Não contribuam para uma sociedade que já é, infelizmente, demasiado fria e robotizada.

 
ÁGUA – Há quem diga que os bebés não precisam de água. Mentira. Precisam de muita, tanto que o leite é composto principalmente por água. Aliás, os bebés são, eles próprios, formados por água em mais de 75% do peso. Mas quando se fala de água, como bebida, também podem necessitar, sempre que as condições o exijam: tempo quente, febre, problemas respiratórios, diarreia, etc. Assim, durante o Verão, ou se o bebé estiver durante muito tempo em ambientes fechados e quentes, ou se se manifesta inquieto no intervalo das mamadas, poderá ter sede. Deve oferecer-se água (fervida ou mineral) e ver como reage.

 
AMAMENTAR – Se a mãe quiser, puder e se for para ela um momento reconfortante. A esmagadora maioria das mães deseja amamentar e, se muitas delas desistem nas primeiras semanas, tal deve-se, não ao leite ser «fraco» ou «mau», mas à inibição, causada pelo stresse, da sua saída dos canais lácteos. Porque tem de fazer muito mais esforço, um bebé «esgota-se» ao fim de menos tempo, tendo mamado muito pouco. Depois, ou continua a chorar ou adormece, mas passado pouco tempo está novamente acordado e quer comer. Antecipar os problemas (por exemplo, numa consulta prénatal) e relaxar um pouco ajuda a ultrapassar estas questões. Não se deve «programar» se se vai dar de mamar tantos ou tantos meses, mas apenas decidir da próxima mamada. O leite materno é o melhor para o bebé, mas ninguém é má mãe se optar por outra forma de alimentação.

 
ANCA – A anca é uma articulação que deve ser sempre avaliada, para detectar uma situação comum – a instabilidade ou displasia da anca, que, em alguns casos, pode ser mesmo uma luxação congénita. Daí os médicos fazerem uma manobra, a que se dá o nome de Ortolani-Barlow, que permite ver se a relação entre os ossos da bacia e o fémur é normal. A displasia da anca deve ser diagnosticada e tratada precocemente, para que não dê problemas mais tarde.

 
ANGIOMAS – São formações com diversos tamanhos e que aparecem em vários locais (nuca, membros, abdómen, face…) São encarniçados ou arroxeados e, às vezes, salientes. Geralmente aumentam um pouco de tamanho até aos 9-12 meses e depois começam a regredir. Só se aumentarem muito, se mudarem de aspecto, se se tornarem mais salientes ou se sangrarem é que necessitam de cuidados médicos.

 
ARROTAR – Quando mama, alguns bebés engolem ar. Se esse ar não sair, vai continuar no tubo digestivo, provocando mal estar, dilatação gástrica, soluços e cólicas. O ar sai quando o bebé arrota. No entanto, há bebés que não engolem ar e, por isso, não precisam de arrotar.

B

BANHO – É um momento mágico e desejado por todos, mas que pode ser um pesadelo se o bebé vai para o banho quando está esfomeado. Convém, por isso, acordá-lo com alguma antecedência, para que tudo se passe devagarinho, gozando cada minuto, seja dentro de água, seja depois (pôr creme, massajar, vestir…)
BOLÇAR – É muito comum os bebés bolçarem e até se diz que «menino bolçado é menino criado». Se, para além de ter de trocar mais frequentemente de roupa e de ficar a cheirar a requeijão, nada mais se passar, ou seja, se o bebé estiver bem disposto, aumentar bem de peso e revelar boa saúde, não se faz nada. Se há evidência de perda de peso, dor ao bolçar ou qualquer outro sintoma, dever-se-á consultar o médico, pois pode ser uma regurgitação alimentar.

C

CAPUT SUCCEDANEO – É uma zona de inchaço na cabeça, geralmente ampla, de edema (líquidos, pelo efeito de sucção e de vácuo durante o parto), que desaparece ao fim de dias. Não causa quaisquer problemas ao bebé.

 
CÓLICAS – Podem dever-se ao ar que o bebé engole e que não sai com o arroto e/ou ao funcionamento ainda imperfeito do intestino, que faz com que certos segmentos se contraiam antes dos outros se relaxarem, mas também ao stress a que o bebé está sujeito desde que nasce, muito particularmente se for hiper-estimulado e andar numa roda vida, com visitas constantes e/ou pais carregados de ansiedade.

 
COLO – Todo! Quando está acordado, sem necessidades especiais, bem disposto é tirá-lo do berço, pegar-lhe, apertá-lo e dizer-lhe vezes sem conta, entre cada beijinho, que é o bebé mais querido do mundo!

 
CONJUNTIVITES – Não há bebé que se preze que não tenha uma conjuntivite. É natural: os olhos ficam expostos a tudo o que nos rodeia, ainda não produzem lágrimas em quantidade (o que as bactérias agradecem…) e logo aparecem as ramelas que correspondem à conjuntivite. Acresce que o canal de drenagem das lágrimas e secreções, que fica no canto interno do olho, junto ao nariz, ainda é muito pequenino e entope com facilidade. E, ao entupir, acumula secreções que infectam, e a infecção inflama o canal que se aperta mais, gerando-se um círculo vicioso. Uns dias de antibiótico local costumam resultar. Se persistir será melhor falar com o médico assistente.

 
CONTEMPLAÇÃO – Há que olhar para um bebé com tempo, calma e disponibilidade – ou seja, contemplá-lo, para ver e entender os seus gestos, a sua comunicação não verbal. E isso só se pode fazer sem demasiado rebuliço à volta…

 
COTONETES – Não se devem usar nos ouvidos, nem no nariz, salvo muito superficialmente para limpar o pavilhão auricular, e não o canal auditivo. Os muito pequenos podem causar lesões e feridas. Os maiores empurram a cera e tornam-na mais massuda e difícil de sair.

D

DESCOBRIR – A descoberta do bebé é um desafio estimulante, até porque um recém-nascido sabe fazer muitas mais coisas do que simplesmente comer e dormir. É só uma questão de lhe dar oportunidade para o demonstrar. E apreciar cada dia gulosamente, mesmo que o tempo não seja muito em quantidade… (pode ser excelente em qualidade). Amanhã já o bebé será diferente, será outro, como nós o seremos também.

 

DORMIR – Na primeira semana de vida, um bebé está praticamente sempre a dormir. É a dormir que o corpo descansa e que o cérebro «arruma» a informação que recebeu, estabelecendo ligações entre as coisas. O sono tranquilo permite melhor estruturação cerebral, melhor memória, etc. Interromper a todo o instante o sono do bebé é contraproducente. Deixem-no dormir, embora não seja preciso um ambiente sepulcral. Pelo contrário: os barulhos normais da casa e a música ajudam o bebé a organizar-se.

 
E

 
ECZEMA – Nesta idade, aquilo a que se chama eczema não é bem eczema – são umas borbulhinhas que aparecem, especialmente na cara, a partir da primeira semana. Diz-se que a criança está a medrar – no fundo, a pele está a reagir ao ambiente que a rodeia, e que não é sempre muito bom. O verdadeiro eczema é outra coisa, mas não costuma surgir nesta idade.

 
EMBALAR – Faz parte daquelas manobras rítmicas que imitam o pulsar do coração da mãe e, afinal, o pulsar do próprio universo. É por isso que os bebés se acalmam. Usem o truque para quando for necessário, mas deixem o vosso filho adquirir e desenvolver, por ele, as estratégias pessoais anti-stress.

 
ENGORDAR –Nada pior do que pesar um bebé de três em três dias. A neurose do aumento de peso pode dar mau resultado… Se um bebé come bem, faz intervalos regulares, entre duas horas e meia e quatro horas (ou um pouco mais à noite), se está bem disposto, chora com força e dorme sossegado, se boceja e se se espreguiça, se as bochechas, queixo, barriga e refegos das coxas estão a «encher» bem, porquê pesar? A menos que seja um bebé muito pequenino, ou que haja indicação médica, deixem a balança sossegada e usem os vossos sentidos e o vosso olhómetro.

F

FOME – Quando sentirem que o bebé tem fome, não é preciso irem a correr, como se a sobrevivência dele estivesse em perigo. Ele acredita que está, mas se os pais agirem calmamente, estarão a mostrar-lhe que os seus receios instintivos não têm razão de ser e que há pessoas atentas que não o deixarão morrer à fome.

 
FOTOGRAFIAS – Apenas dois cuidados: deixar o bebé dormir (ele passa bem sem sessões fotográficas) e de preferência não usar flash. Aquelas bolas encarnadas que se vêem nas fotografias, mesmo no meio dos olhos, são os vasos da retina. Isso quer dizer que a luz entrou pelos olhos, reflectiu-se nos vasos da retina depois de a atingir, regressou e impressionou a máquina, e só depois o bebé fechou os olhos. E essa luz fortíssima pode causar lesões numa retina imatura, como a do vosso bebé.

G

GATOS – Ou qualquer outro animal. Muitas pessoas têm-nos e ficam na dúvida se os deverão «despachar» quando o bebé nasce. Não é necessário, desde que se observe o animal (os gatos são mais distantes, mas mais ciumentos), se vá vendo se há manifestações alérgicas, se desparasite e trate bem o pêlo do bicho.

 

H

HABITAÇÃO – A casa onde o bebé vive deve ser limpa, com temperatura amena e ambiente tranquilo. Deve ser uma casa sem tabaco e sem outros agentes poluentes. E deve ser, desde o princípio, um lugar de pertença e de reencontro familiar que o bebé apreciará, embora tenha de conhecer, desde logo, quais os seus territórios e o respeito que deve ao território dos outros.

 
I

 
ICTERÍCIA – Os recém-nascidos nascem habitualmente muito encarnados, pois têm muita hemoglobina por terem vivido nove meses num ambiente com relativamente pouco oxigénio. Ao nascerem, essa hemoglobina a mais, que está dentro dos glóbulos vermelhos, vai diminuir, através de um processo de destruição que ocorre no baço, e isso pode causar icterícia, o que dá uma coloração amarelada à pele. É a chamada icterícia fisiológica, que aparece sempre ao segundo, terceiro dia (nunca desde o nascimento) e que desaparece em cerca de sete dias, podendo prolongar-se (sem qualquer problema) se o bebé está a ser amamentado.

J

JEJUM – As horas que um bebé pode estar sem mamar são variáveis, pois a fome depende de múltiplos factores que, em conjunto, determinam intervalos de fome diferentes de dia para dia e de bebé para bebé. Prematuros, bebés de baixo peso ou de peso muito elevado e bebés na primeira semana deverão comer mais frequentemente, pelo risco de hipoglicemia. Depois, para os bebés normais e saudáveis, os intervalos poderão ser entre duas horas e meia e quatro e meia, durante o dia, ou até seis horas, à noite. Há bebés que são verdadeiros relógios, outros são muito irregulares.

 
L

 
LIVRO DO BEBÉ – Também chamado Boletim de Saúde Infantil e Juvenil (cor de rosa ou azul, conforme o sexo). É essencial e tem muita informação para os pais. Andem sempre com ele na carteira, levem-no a qualquer consulta onde vão, registem vós próprios informações de interesse e peçam (e exijam!) aos médicos e profissionais que o preencham.

M

MAMINHAS – Pode haver uma tumefacção de um ou de ambas as glândulas mamárias, nos rapazes e nas raparigas, por influência das hormonas maternas em circulação, mas não se deve espremer nem tocar, para evitar infecções (mastites). Passa espontaneamente.

 
MANCHA MONGÓLICA – É muito comum, em Portugal, a existência de umas manchas na parte inferior das costas e nas nádegas, azuladas (como se se tratasse de nódoas negras), e a que se chama «mancha mongólica». Não tem nada a ver com a síndroma de Down ou trissomia 21: o nome mongólico deriva de ter sido primeiro descrita na raça mongol. Pode permanecer até aos dois anos de idade e é, por vezes, muito extensa.

 
MASSAGEM – Mesmo sem um curso de massagens para bebés, muito na moda ultimamente, os pais podem fazer massagens ao bebé sempre que queiram, designadamente depois do banho, quando aplicam o leite ou creme corporal. O contacto pele com pele é dos estímulos mais fortes, em termos emocionais e de afecto. Não tenham medo de tocar e mexer no vosso bebé.

 
MOLEIRINHA – Também chamada fontanela, em termos médicos, é uma zona que causa sempre alguma impressão aos pais, mas que não se parte. A fontanela anterior é o espaço que fica entre os ossos frontal e parietais (podendo existir uma fontanela posterior entre os parietais e o occipital) e o facto de os ossos terem esse espaço entre eles permite à cabeça crescer, em virtude do crescimento do cérebro. Muitas vezes a fontanela pulsa e isso é normal. A fontanela é um bom local de observação de doenças, como, por exemplo, a desidratação (fica deprimida) ou a meningite (fica saliente e tensa).

 
MÚSICA – Sempre! É o símbolo de perfeição e de elevação da humanidade. A música, rítmica, é altamente estruturante para o cérebro das crianças, é apaziguadora e securizante. Seja clássica, jazz, ou outra, desde que tenha ritmo e respeito por compassos (binários, de preferência). Ao contrário da TV, que funciona através de quebras de ritmo e de acelerações e desacelerações – o que, nesta idade, funciona como ruído para o cérebro do bebé, perturbando a gestão da informação, e como elemento desestruturante e ansiogénico.

N

NARIZ – O nariz é um órgão «precioso» e, se estiver obstruído, os bebés ficam muito aflitos, com dificuldade em respirar – nos casos extremos de dificuldade respiratória, as asas do nariz abrem-se em cada movimento respiratório. É essencial manter o nariz bem limpo, usando soro fisiológico antes das mamadas, mas evitando o uso dos aspiradores, pois sugam células da parede nasal e isso vai levar o nariz a produzir mais secreções.

O

OLFACTO – É muito apurado nos bebés e permite-lhes descobrir a mãe e o peito da mãe. O olfacto está também ligado à memória.

 

OLHOS – Nos olhos de um bebé pode ver-se muita coisa – por exemplo, a cor das conjuntivas (a pele de dentro das pálpebras, para ver se estão pouco rosadas, amareladas, etc), a coloração da esclerótica (parte branca do olho, onde pode haver icterícia ou, em alguns bebés, também, uma hemorragia da esclerótica, causada pelo esforço do parto), a permeabilidade dos vários componentes à luz (se reflectem a luz, se existem opacidades, a reacção da pupila à luz, etc…)
Geralmente, o bebé tem poucas lágrimas nas primeiras semanas e é essa a razão porque são frequentes as conjuntivites (ver acima). É normal, também, os bebés entortarem os olhos nas primeiras semanas após o nascimento, não sendo obrigatoriamente sinal de estrabismo. A cor dos olhos nem sempre corresponde à cor definitiva – há que esperar uns meses até ter a certeza de muitos olhos azuis. Ah! E eles vêem desde o primeiro minuto! Aquela teoria de que os bebés não viam nem ouviam até certa altura é falsa. Vêem e bem, só que se cansam de olhar para um objecto e, portanto, nem sempre absorvem toda a informação que lá está. Por outro lado, não têm (ainda) memórias estruturadas para confrontar o que estão a ver e poder dar algum sentido às imagens.

 
OUVIR – Também ao contrário do que se pensava ainda há bem pouco tempo, os bebés ouvem (e bem!) desde que nascem e as vozes da mãe e do pai são imediatamente reconhecidas. Mas podem ter alguma dificuldade para se orientarem perante a maioria dos sons, já que não têm ainda memória auditiva e não reconhecem muitos dos ruídos, barulhos e sons.

P

PELE – É a fronteira do bebé. E está, durante nove meses, envolta num ambiente favorecedor e amigável. De repente, fica exposta a inúmeras agressões (alterações de humidade e temperatura, agentes microbianos, poluição, produtos higiénicos e de lavagem, tecidos, etc…) Há, assim, que defendê-la, até porque qualquer lesão pode ser aproveitada pelas bactérias e, como os mecanismos de defesa gerais ainda estão muito incipientes, a infecção pode desenvolver-se e atingir o sangue.

 
PASSEIOS – Mal os pais se sintam retemperados, e passada a primeira semana, se o tempo estiver ameno e simpático, passear é óptimo, desde que se evitem lugares fechados, mal arejados e cheios de gente (centros comerciais ou hipermercados, por exemplo), ou ruas com muito trânsito e poluição.

 
PILINHA – A pilinha dos bebés está geralmente apertada, nos recém-nascidos, e esta fimose fisiológica deve ser vigiada, mas não se deve manipular com força, nem puxar para lá do que se sente como resistência, porque pode criar fissuras e ainda apertar mais.

 
PIPI – Os pequenos lábios podem estar, frequentemente, colados. Em alguns bebés do sexo feminino, pode haver uma pequena saída de muco ou de sangue vaginal, que não representa doença, mas sim um efeito das hormonas maternas que ainda estão em circulação na filha. A limpeza dos genitais da rapariga deve ser feita da frente para trás, para não contaminar a região vaginal com as bactérias fecais.

 
POSIÇÃO DE DEITAR – Indiscutivelmente de costas, ou seja, de barriga para cima. Salvo contra-indicação médica, deverá ser sempre assim. Não é de lado, é de costas. Diminui para 25% o risco de morte súbita e diminui, também, a incidência de otites. E, ao contrário do que se pensava, não aumenta o risco de engasgamento se a criança vomitar ou bolçar.

Q

QUARTO – O bebé deverá ficar no quarto dos pais até cerca dos 4-6 meses, antes de começar um surto de autonomia (embora não existam regras e tudo dependa da localização, do stresse dos pais, se é o primeiro ou segundo filho, do ritmo de sono, etc…) De qualquer modo, é bom que, desde o início, o bebé entenda que existe um espaço seu, mesmo que seja só o berço.

R

REGRESSO A CASA – Por muito mal que se diga dos estabelecimentos hospitalares, o que é certo é que um casal sente-se respaldado com os profissionais e o próprio serviço. Ao voltar para casa, geralmente às 48 horas, com as hormonas de combate a desaparecerem e a sensação de que agora é que é, o cansaço aumenta, ao mesmo ritmo da angústia e da ansiedade. Estabeleçam prioridades – o vosso filho (e outros que já existam), vós próprios… e o resto (tarefas domésticas, sociais, etc…) e não recusem ajuda. O regresso a casa é penoso, sobretudo num primeiro filho, e é bom terem o telefone e o e-mail do médico assistente do bebé, para poderem esclarecer todas as dúvidas, mesmo aquelas que pareçam, à primeira vista, parvas.

 
RIR – Embora os bebés desta idade não riam, é bom que estejam rodeados por um ambiente alegre, onde não se façam dramas por «dá cá aquela palha». A vida deve ter uma boa dose de riso e de prazer, mesmo que temperada por momentos mais melancólicos e mais tristes. Riam para o bebé, para ele ver que tem pais descontraídos e alegres. E é um bom remédio para o stress (de todos).

 
ROSNAR – Os bebés rosnam. É verdade. Alguns, enquanto estão a dormir, emitem ruídos que parecem o rosnar de um animal. É normal!

S

SAPINHOS – É uma infecção por fungos da boca, proporcionada pelo facto de o bebé pequeno produzir pouca saliva, e de os fungos se poderem acumular no peito da mãe, nas tetinas e chupetas. A língua fica com um aspecto de creme branco – não confundir com o leite que o bebé acabou de mamar – e as partes de dentro da boca parecem ter açúcar pilé.

 
SEGURANÇA – Desde o primeiro momento que a segurança deve estar na nossa cabeça, como critério de qualidade e exigência nas actuações e nos produtos, serviços e ambientes. Para além do transporte (ver adiante), é essencial, nesta idade, prevenir as quedas (quantos pais ainda pensam que só mais tarde os bebés podem cair de uma cama ou de uma bancada de mudar fraldas), incluindo as quedas do colo, e as queimaduras, especialmente as que ocorrem com a água do banho, mas também com biberões aquecidos em microondas.

 
SOLUÇOS – São contracções do diafragma, o músculo da respiração, e podem ser causados por várias coisas, entre as quais a dilatação do estômago com ar, nos bebés que engolem muito ar e arrotam mal. Não representam qualquer problema, mesmo que pareçam incomodativos.

 
SORRISO – Nesta idade, os sorrisos são mais de satisfação gástrica e reflexos involuntários do que expressões propositadas. Os verdadeiros sorrisos aparecem, geralmente, cerca do mês de idade. A menos que se faça «cutchi-cutchi» nas bochechas do bebé e, assim, se estimule um músculo que se contrai e gera o sorriso – e que se chama risorius…

 
T
TABACO – A mensagem aqui é rápida: tolerância zero. O tabaco é um dos maiores inimigos dos brônquios do bebé e produz alterações no sistema de defesa, com consequências que podem durar muitos anos. Façam o sacrifício de não fumar, nem permitir que se fume, em casas onde há um bebé. Também não serve de nada fumar à janela, porque o ar circula de fora para dentro e o fumo reentra e espalha-se por toda a casa…

 
TESTE DO PEZINHO – É feito entre o quarto e o sétimo dias de vida. Destina-se ao rastreio de duas doenças: o hipotiroidismo e a fenilcetonúria, as quais, se deixadas sem tratamento, produzem, entre outras coisas, atraso mental. Se detectadas cedo e corrigidas as falhas (com hormona tiroideia no primeiro caso, e com dieta sem fenilalanina, no segundo), a criança cresce e desenvolve-se normalmente.

 
TÓNUS – Chama-se tónus muscular à força dos músculos em repouso. É um indicador importante da saúde dos bebés. Uma das formas de avaliar é segurar o bebé pelo ventre, de barriga para baixo, e ver se pende, tipo «boneco de trapos», ou se faz esforços para se empertigar e manter-se horizontal, sem se encurvar em demasia.

 

TRANSPORTE NO AUTOMÓVEL – De uma forma simples e curta: todas as crianças devem ser bem transportadas e em segurança e, até aos dois anos de idade, isso faz-se com a utilização de uma cadeirinha aprovada, bem aplicada, e voltada no sentido inverso ao andamento do carro. Na cidade e na estrada, e seja a que velocidade for e para que distância for. Tudo o resto é negligência, desleixo e falta de respeito pelos direitos do bebé.

U

UMBIGO – O cordão umbilical, depois do corte, vai necrosar, ou seja apodrecer, até cair. Mas convém que não se infecte. Daí os cuidados a ter: actualmente aconselha-se o banho integral desde o primeiro dia, secagem do cordão com compressas, aplicação de álcool a 70º que ajuda a secar e, porventura, de um antisséptico após o banho. Apesar do seu mau aspecto, cairá por si. Se cheirar muito mal ou estiver inflamado à volta (como uma chama de vela encarnada acima do umbigo), então é melhor consultar o médico.

 
UNHAS – Diziam os ditados antigos que, se não fosse a madrinha a roer as unhas do afilhado, ele falaria tarde. Actualmente, os conceitos são um bocado diferentes e a ciência não confirma esta ideia. Convém, sim, cortar as unhas, com cuidado, em linha recta, e depois limar os cantos e os bordos com uma lima de cartão. Assim se impede que a criança se arranhe ou que a unha fique tão cortada que depois, ao crescer, encrave.

V

VACINAS – O bebé terá de fazer muitas, no primeiro ano e seguintes. Mas, nesta primeira semana, só precisa de fazer a primeira dose da vacina anti-hepatite B e o BCG.

 
VISITAS – Só há uma política para as visitas: a de rotweiller, se é que me entendem. As visitas são bem intencionadas e o nascimento de uma criança é um evento social. Mas o «ataque» de hordas de pessoas que vêm apenas por cinco minutos e que acabam por ficar horas e horas é frequente… Seja porque se encontram com outras que não vêem há que tempos e aproveitam para pôr a conversa em dia e falam de assuntos que não interessam minimamente aos pais e ainda há que lhes servir chá, café e laranjada e relatar duzentas vezes como foi o parto… Para não falar no ataque ao bebé, para ver se tem os olhos do tio ou o nariz da avó… Mas já que não se pode correr tudo à vassourada, sugiro que só deixem entrar aquelas pessoas que perguntam «onde está o ferro de engomar?» ou «posso ajudar-te a limpar a casa de banho?»

 
VITAMINAS – O leite (materno ou substituto) tem todas as vitaminas que um bebé normal e saudável precisa, excepto possivelmente a vitamina D (que promove a absorção de cálcio e é chamada vitamina anti-raquítica), a qual, contudo é perigosa se dada em doses elevadas. Não se deve ultrapassar 400 unidades/dia, o que corresponde a uma ou duas gotas dos preparados existentes. As outras vitaminas não são necessárias.

X

XIXIS E COCÓS – Os bebés molham e sujam as fraldas com frequência, embora cada qual tenha o seu ritmo. Ao peito costumam fazer mais vezes, mas não é obrigatório. A cor das fezes pode também ser variável, dependendo do tempo de estadia nos intestinos (quanto mais tempo, mais verde costuma ser). Na primeira semana, podem ser muito escuras e espessas (chamam-se mecónio). Por vezes, a reacção da urina com alguns tipos de fraldas descartáveis pode dar um tom cor de salmão à fralda, parecendo que tem sangue.

Z

ZZZZZZZZZZ – Os hábitos de sono vão mudar, como tudo o resto na vossa visa. Ainda bem! O contrário seria sinal de que o nascimento do vosso filho teria sido uma banalidade. Aproveitem para descansar segundo o ritmo do próprio bebé – deixem-se dormitar, nem que seja por dez minutos, quando ele está a dormir. Não se armem em super-homens ou super-mulheres, porque depois a «factura» é pesada – aparecem as depressões pós-parto e outras coisas no género, para além de perderem a energia que necessitam para gozar bem e fruir deste vosso filho…

Fonte: http://www.paisefilhos.pt/

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