21/ago

Confissão de Mamãe

em Sonho Mágico

15hrs

3h da manhã. Vítor começa com o chororô de sempre para mamar, eu levanto meio caindo, meio andando e vou pro quarto dele pra dar o mamá. Ele mama tranquilo, uns 15 minutos, dorme novamente, volta pro berço e eu pra cama.

4h da manhã. Vítor começa com seu chororô de novo, olho no relógio: “ué, ainda não é hora de mamar de novo!”. Levanto, ligo o móbile do berço, dou um beijo, digo “é hora de dormir filho, boa noite!”, ele para de chorar e eu volto pro meu quarto.

5h da manhã. Vítor de novo acorda e eu já sem nem conseguir abrir os olhos peço pro marido ir ver o que está acontecendo. Não consigo pensar em outra coisa a não ser dormir. Escuto ele chorar no colo do marido, mas não tenho a reação de ir até lá acalmá-lo. Peço pro marido por ele na nossa cama e rapidinho ele pega no sono de novo.

8h da manhã. Acordo sem lembrar que ele estava dormindo ali com a gente e a hora que abro os olhos e o vejo ali, me lembro do ocorrido e é aí que me veio a pergunta: Será que sou uma boa mãe?

Fico lembrando de como foi a noite, do meu total cansaço durante a última vez em que ele chorou na madrugada e me culpo por não ter levantado e ido acudí-lo. Isso me fez pensar em outras vezes na qual também não dei tudo de mim por ele. Em dias de cansaço onde fiz o que era mais fácil pra mim. Nas vezes em que por não aguentar mais ele chorar fiquei muito brava, mesmo tentando não demonstrar pra ele, sentia uma coisa me queimando por dentro, uma raiva, uma vontade de fazer ele parar de chorar e depois a culpa por sentir tudo isso.

“Ele é só um bebê!” penso muitas vezes. Ele não chora para me estressar e sim para me mostrar que alguma coisa não está legal. Ele não fica chatinho só pra não me deixar terminar minhas coisas – como agora. Ele simplesmente reclama todas as vezes que algo o atrapalha ou que ele não goste. E abre o sorrisão quando eu falo “o que que foi meu amor?”.

Vivo me policiando pra não deixar o mal humor, a tristeza e a raiva me pegarem, mas nem sempre consigo. Principalmente no fim do dia, quando estou muito cansada e Vítor resolve que não quer dormir no horário habitual, afinal “está muito mais legal ficar aqui brincando, né mamãe?”.

Sei que não existem mães perfeitas, porque antes de sermos mães somos seres humanos, mas acabamos tentando ser as mais perfeitas possível! Por isso, me culpo quando não consigo ser, quando me canso, quando não tenho vontade de brincar só mais um pouquinho e de pensar “dorme logo, filho!”.

E quando ele dorme demais? Ah, aí é o contrário, o desejo sem fim dele acordar logo. De poder pegá-lo no colo, fazê-lo rir, brincar, morder, beijar!

É, estou aprendendo que ser mãe é isso, uma constante avalanche de sentimentos intensos, confusos e opostos! Meu filho está interagindo, brincando e principalmente, crescendo rápido demais, então a hora é agora!

Por Mariana Bonnás
Blog http://www.vidadegestanteemae.com.br/sera-que-sou-uma-boa-mae/

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Comentários

  1. Márcia says:

    Mariana, eu te compreendo, um turbilhão de sentimentos que as vezes não controlamos, sentimentos bons e infelizmente ruins também, mas o importante é fazer o nosso melhor. Excelente texto.

  2. Laís says:

    Menina, me senti no seu lugar, a única diferença é que meu esposo não acorda para pegar, hahaha. Abraços.

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